dezembro 31, 2009

A década de Stephanie

Hoje é dia 31 de dezembro de 2009, o último dia da década.
O último texto do ano. E dessa vez, vai ser especificamente sobre mim.

A década se iniciou em 2000 e de lá para cá, muita coisa aconteceu.
Nos dez anos - quase passados - eu fiz muita coisa.
Em 2000 eu ainda morava na minha antiga casa, então, minha vida de criança continuava a mesma.
Em 2001 me mudei para onde moro. Chorei para sair da antiga casa, e não gostava da nova residência. Mudei de escola e não me lembro de gostar do pessoal no início - eu sempre tive a mania de me adaptar, mas isso não quer dizer que eu gostava muito -, mas aos poucos, eu fui crescendo e vendo que era melhor gostar. Conheci o Ricardo, amigo de infância, quase-irmão.
- Em 2001 teve o ataque extremista às Torres Gêmeas.
Em 2002 eu estava na segunda série e já gostava da escola. Até esse ano eu não escolhia as coisas. Talvez eu ainda não tivesse terminado de firmar minha opinião.
- Em 2002 Lula foi eleito presidente do Brasil.
Em meados de 2003 eu conheci o Blink 182, e aprendi o que era música, rock e gostos. Fiquei amiga da Thais graças a um sapinho e isso dura até hoje.
- Em 2003 Marte ficou a 55.758.006 km da Terra.
Em 2004 eu já era fã do Blink e já tinha 2 cds. Na escola arrumamos confusão porque achávamos um garoto mais velho muito bonito e a nossa professora não gostava.
- Em 2004 foi ano bissexto e o Tsunami do Sudeste Asiático.
Em 2005 eu refinei o que aprendi em 2003, mas de um modo diferente. Aos 11 anos conheci o My Chemical Romance e iniciei o pior momento com meu pai até hoje. Eu nunca achei que fosse filha dele o bastante.
- Em 2005 o Papa João Paulo II morreu e Jean Charles foi confundido com um terrorista em Londres.
Em 2006 nós consertamos isso, meu pai e eu, e talvez eu tenha visto que de qualquer forma, não sendo filha o bastante, ele ainda era o meu pai e me amava. Aos 12 anos me apaixonei pelo Gerard Arthur Way e toda a sua trupe, me transformei em uma fã maior, de verdade. Nessa mesma idade, Carol e eu nos tornamos amigas de verdade e não nos separávamos. Ainda em 2006 eu ganhei uma revista que contava sobre psicopatas. Até aí eu queria ser decoradora de interiores. Conhecemos o João, o melhor amigo mais espontâneo, acidental e inesquecível que tivemos, temos e teremos.
- Em 2006 Lula é reeleito.
Em 2007 eu parei de gostar de um menino que muito tempo ficou na minha cabeça, uma da minhas melhores amigas chegou, eu mal a conhecia e ela não ia com a minha cara. O Peduto disse gostar de mim e iniciou uma longa e complicada trajetória de foras amigáveis. Desisti de decoração e quis ser animadora gráfica. Comecei a gostar de filmes. Conheci o Martino e fizemos um contrato baseado em desenhos.
- Em 2007 ocorreu o desastre com o vôo TAM 3054 e bandidos arrastaram uma criança presa ao cinto de segurança com o carro em movimento.
Em 2008 comecei o teatro. Teve a formatura e a primeira apresentação de música. A Paty já gostava de mim e já me considerava sua melhor amiga. Conhecemos a Cecília na noite da Pizza e o Peduto se declarou no dia dos namorados. Aos 14 anos, Carol, Paty e eu fizemos a prova da ETEC de São Paulo e isso foi como uma tragédia para o nosso intelecto. Mas foi bom, aprendemos que provas assim são sorte e que não era para ter acontecido. Aprendi a amar a leitura com o Caçador de Pipas. Ficamos amigas do Lucas. Aos 14 anos já sabia de cor o nome dos maiores psicopatas e o que eles fizeram. E finalmente, no dia 18 de fevereiro, sete dias após meu aniversário, ganhei o maior presente. No dia 18 de fevereiro de 2008 fui ao show dos meus garotos, dos meus amores, do meu My Chemical Romance.
- Em 2008 houve o suposto terremoto no Brasil.
Em 2009, agora com 15 anos conheci o Paul Banks e o Interpol - lion e lioness -, conheci o Friendly Fires, Vampire Weekend e uma bando de gente que agora eu escuto. Assisti muitos filmes e fiz uma coleção. Li 18 livros, ganhei um álbum feito pela Carol e pela Paty de aniversário, teve a 2ª apresentação de música. Nos juntamos com um pessoal e formamos os Iluminados - que com o tempo foram se apagando, mas que a importância continua a mesma. O Lucas vem em casa sempre graças a minha avó e a mim. Aos 15 anos conheci o Centro de São Paulo - o de verdade - com o João e o Martino. Fui à Avenida Paulista pela primeira vez, junto com a Carol, Cecília e a Paty - graças ao trabalho de inglês. Conversei em inglês com um gringo. Senti a sensação incrível que o Giba passa e o horror que é sair com ele. Aprendi o que é forense e o que pode ser do meu futuro. E chorei com a confirmação do meu não futuro Gerardiano.
- Em 2009 o mundo elegeu Barack Obama, especulações sobre 2012 aumentaram e a conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas.

Estou aqui, com 15 anos, para dizer que são 22:05. Faltam 1:55h para uma nova década começar e muito mais coisas acontecerem.
Faltam 1:55h para eu viver mais coisas.

Adeus
2009

dezembro 18, 2009

A Eternidade está mais para o Agora

Desde criança eu penso que o "para sempre" tem que ser usado com muito cuidado. Por isso, eu raramente digo para sempre. Mas o que há com as outras pessoas?
Acredito na verdade que o "para sempre" não dura a eternidade. O que será levado pela eternidade se chama Lembrança, e ela sim pode durar para sempre.
Não interpretemos mal a Eternidade. Como dito no outro post, se quisermos viver para sempre, viveremos, pois nos transformaremos em lembranças. Em fatos. No entanto, o cuidado está ao tratar um sentimento. Sentimentos são os mais raros "para sempre". E no Agora, vê-se a Eternidade se dissipando, tornando-se somente a palavra sem o significado, já que todos agora usam.
A Eternidade equivale ao agora. Já que hoje se diz que os sentimentos durarão para sempre, todo e qualquer sentimento.
Os sentimentos bonitos, a felicidade não durará para sempre. Eles são passageiros como tudo nesta vida. E o quando se acaba, o que resta é a lembrança do sentimento bonito e da felicidade - o que não é tão ruim.
O agora se transformará numa lembrança que talvez dure para sempre,
mas a eternidade só dá o ar de sua graça para quem merece.

A vida é incerta. Minhas opiniões não são eternas.
Serão somente lembranças do que é o agora.

dezembro 05, 2009

Diário

Diário,
Chuck Palahniuk,
2003.

Não estou acostumada a fazer posts sobre livros, pois sou uma pessoa ciumenta com minhas coisas e tenho medo de despertar em todos uma súbita paixão por meus companheiros. No entanto, desta vez eu quero colocar um livro aqui. Isto não é um texto de indicação, é um texto de reflexão.
Diário é o segundo livro de Chuck Palahniuk que leio. O primeiro foi Cantiga de Ninar, onde eu percebi a sutileza do autor para tratar de assuntos do dia-a-dia; com situações fora do normal. Em Cantiga de Ninar as pessoas podiam trocar de corpos e os imóveis eram assombrados. Em Diário, os cômodos da casa somem e pessoas sofrem da Síndrome de Stendhal a partir do renascimento de uma artista.
Primeiro Maura Kincaid, depois Constance Burton e por último - mas não a última - Misty Marie Kleinman, ou Misty Marie Wilmot.
Chuck Palahniuk resolveu, desta vez, cutucar a sociedade mostrando como nós, todos nós, vivemos em comas pessoais. Vivemos presos em cárceres e nos adaptamos, não nos manifestamos para o que nos espera.
Com frases como "Pode sentir isso?" e "Um drinque. Uma aspirina. Repita", Chuck nos dá tapas na cara. E com reflexões como "O que você não entende pode significar qualquer coisa", saímos do coma.
Comas pessoais, cárceres, prisões, Síndromes, mentiras. Comas.
Como nos iludimos, como não vivemos.
Todo mundo está vivendo um coma pessoal.

"O que ela aprendeu é o que ela sempre aprende. Platão estava certo. Todos somos imortais. Não podemos morrer se não quisermos."

Aqui acrescento, para o meu eu futuro, que se eu quiser um dia viver para sempre, transformarei Diário de Chuck Palahniuk em um filme.

novembro 13, 2009

Explosões

Sem reflexões.

Hoje eu tive um grande conflito de opiniões e discuti com o Gigante Escocês; ele realmente conseguiu me tirar do sério. Parei para escutar Pioneer; não me coube.
Caber?
Têm músicas que cabem dentro de cada ser humano, que o preenche. Têm músicas tão fortes que entram e em certos momentos explodem. Pois não cabem. Existem músicas que nunca cabem; existem músicas que não cabem quando o momento indica.
"I felt you so much today", aos 4:24 de Pioneer to the Falls, não coube. Explodiu. Senti meu peito arder e meu coração parar. Até tudo se acalmar.
Por que? Será que a mente humana se sente presa ao sentir algo tão importante e se confunde com o próprio coração?
'Coração' digo em partes, por mais que ele seja a "imagem" dos sentimentos, tudo vem da mente. Então a mente se sente presa à própria emoção e se solta com força. Tirando o comando de ar que vai ao pulmão, tirando o comando de tranqüilidade que retorna à ele próprio. Explode.

Boom.

outubro 31, 2009

Para desabar



I felt you so much today

outubro 22, 2009

O futuro aqui e agora.

E o futuro se sente ameaçado, chama para uma briga. O aqui e agora é forte. O futuro também. Enquanto o tempo ronda, passando.
"Eu aposto no tempo", pensou alto.
Engraçado, o tempo não está competindo. Ele está aqui como nós, passando.
"E eu tenho quase certeza de que ele ganha", insiste.

É, eu tenho quase certeza de que ele ganha.

É melhor apostar no futuro ou no aqui e agora, senão você perde.
"Não, o tempo ganha. Ele sempre ganha" diz convicto, e acrescenta "Ele não precisa competir".
Então tudo para. A disputa, os golpes fortes e bem pensados do futuro contra os ligeiros e inesperados do aqui e agora. Nós, do lado de fora do ringue, congelamos. E o tempo passa. Dá voltas e sopra em nossas cabeças. Assumimos a consciência de corpo presente e de corpo imóvel e mortal. Dá para ver tudo que se passa naquela sala branca imunda. O tempo sobe no ringue, lança um olhar desafiador, mostra para que veio e ganha.
Voltamos. Corpo presente, móvel, mortal.
O futuro continua a tentar, o aqui e agora resiste até o fim com sua espontâneidade. Os outros assistem com uma devoção quase automática. E então eu vejo o sorriso do tempo, que agora para de andar e senta sozinho no canto da sala.
Ele não precisa de pensamentos para um bom futuro ou momentos arriscados do espontâneo. Ele só olha e deixa tudo passar; sem nunca parar ou voltar. Ele vem, e eu estou aqui.

"...seguiu devagar, demorando-se muito,
como se houvesse algum obstáculo no caminho;
e, no entanto, como se, superado este,
já tivesse passado do estágio de andar, e voasse"

outubro 03, 2009

Para enlouquecer



É, HOJE MEU CORAÇÃO BATE

setembro 27, 2009

Loucura

"mas louco é quem me diz,
não é feliz, não é feliz"

Tenho começado a reparar no quanto a loucura está presente na minha vida, e o quanto eu a admiro. A loucura por diversão, a loucura por aventura, a loucura por doença.
Dom Quixote, Dona Quixote.
A loucura é bela se bem analisada e eu me disponho a sempre participar dela.

setembro 15, 2009

A Manobra

E a bolha do interesse sempre pronta para estourar. Uma dispersão lenta e sonolenta, reação ensaiada, mas o barco não parará de se mover. Sem enrolar, sem tempestade.
Dois amantes caminham ao longo de um lago, tentando prazer clandestinamente, sem rodeios.
O pensamento que me dá confiança, me envolvendo com as duas mãos. E esse movimento dura para sempre; leve, semi-erótico. É como braille a noite.
Eu trarei tudo quando meu bote salva-vidas veleja pela noite, é como aprender um idioma novo, ajuda a prender a mente. Há uma raça amarga, de corações amargos, docinho. Eu tenho uma preferência, uma preferência, uma preferência e está na hora. A vida é um vinho.
Agora está começando a chover novamente.
Dá pra perceber que o olhar fixo não mente, enquanto continuo a esperar pelo tempo lá fora. Então, eu não vou para a cidadezinha.
A janela está aberta, a lua é tão brilhante; não há ninguém para dizer o que o amor traz.
Eu prometo que não causarei atos violentos, sejam físicos ou de outra maneira; dar significados aos meios, saltar no colo da ciência. Eu finjo como ninguém.
De alguma maneira, não estou impressionada.
Pode tampar os velhos tempos, enquanto finjo que nada mudará, enquanto ponho pesos no pequeno coração.
Os amigos não desperdiçam vinho, mas eu sou inteligente o bastante para tentar. Leoa.
Tão lindo frustrado, tão linda sedada.
Bem, tudo isto aqui continua bonito. Assim, tentou voar, direto para o coração.

Se o tempo é meu navio, aprender a amar será minha volta ao oceano. O vôo, a medalha, a volta, estes são só meios a serem vistos.

setembro 14, 2009

Em Tua presença

Estava planejando fazer este texto há algum tempo, mas nunca fazia. Outro dia algo mágico aconteceu.
Sempre conversei com Ele, contei minha vida e sabia que Ele também a observava. E no outro domingo, durante a celebração, o diácono Leonardo falou coisas inteligentes, compreensíveis e incríveis. O Leonardo via todos os lados da moeda e nos mostrava, como Ele queria que Leo fizesse.
Em um momento de adoração, todos nos ajoelhamos e a banda começou a cantar "Minhas mãos se elevam, minha voz Te louva, o meu ser se alegra quando estou em Tua presença, Senhor" e então Ele chegou.
Não sei explicar de onde, como ou quando; mas somente eu O via. Ele olhava cada rosto ali de olhos fechados - eu não fecho meus olhos ali - e sorria. Sorria de um jeito que dava paz, tranquilidade. Estava feliz e orgulhoso, estava ali.
Eu O olhava enquanto isso. Via Seus longos cabelos, Sua roupa branca engraçada, mas que combinava muito, Seu olhar. Eu O via, como nunca o pude ver.
Enquanto ajoelhados, Ele se sentou e continuava com aquela mesma expressão.
Ao final, o diácono se levantou e parou na frente. E Ele ficou atrás a olhar, com aquele sorriso.
A semana passou e não O vi mais, mas continuamos a conversar. Domingo, ontem, foi a vez da ministra Lourdes, e naquele mesmo momento, com a mesma música, Ele já estava lá. Com os braços abertos, atrás dela, olhando por nós. Olhando, sorrindo.
Eu também sorria. Ele não me olhava, olhava a todos, mas Ele sabia o que pensava, sabia que eu O via.
Não sei se no próximo domingo Ele estará lá, mas independente, sempre ficará comigo.
(...) em Tua presença, Senhor.

agosto 30, 2009

Sem Controle

Hoje assisti o filme que tanto queria, Control.
É um filme muito bom e, se a história de Ian Curtis foi exatamente como retratada, merece lágrimas quentes. Ao menos, eu derramei lágrimas quentes.
Eu realmente me senti dentro do filme e comecei a ver Ian Curtis não como aquele rapaz de olhos azuis, mas sim Sam Riley. É uma história tão inacreditável que só caberia em um filme. Pois Ian era ótimo e sua vida tinha que ser algo esplendido.
Pensei muito sobre tudo isso. Como nós podemos perder o controle com facilidade. Como tudo pode desmoronar.
Ele começou muito cedo. Remédios, cigarros e a vida. Casou-se cedo com a mulher que amava na época e teve uma filha. Fez shows, fama, e Annik.
Bem, volto àquilo: se o filme for exatamente como a verdade, acho que ele amava Annik. Mas não sei se era um amor passageiro como foi com sua esposa. Debbie realmente o amava e ele sabia disso; em momento nenhum do filme (ou vida) quis perdê-la. Tudo tão sem controle e um fim tão trágico.
Não, ele não merecia.
Mas o fez.
Ian Curtis merece lágrimas quentes.
Perda de controle também.

Then love,
love will tear us apart,
Again.

agosto 17, 2009

Quando a Irracionalidade é Racional

A racionalidade gera controvérsias além de si própria. Em um pólo há o grupo de pessoas que tem a convicção, a certeza de que o Ser Racional é insensível, um não-sentimental. Eu e um outro grupo de pessoas achamos que a vida é movida pela racionalidade. Gosto de dizer que grande parte de mim ama ser racional. Um número elevado de pessoas racionais também gosta. E gostam de pensar no futuro, como eu.
Têm as pessoas que não gostam de pensar no futuro e eu as admiro. São pessoas que gostam de viver o momento. Gostam de ser irracionais.
Mas até que ponto a irracionalidade é irracional?
Antes de tudo:

racional
ra.ci.o.nal
adj m+f (lat rationale) 1 Que tem a faculdade de raciocinar. 2 Que só se concebe pela razão. 3 Conforme à razão; razoável, lógico. 4 De fácil apreensão pela inteligência. 5 Conforme ao raciocínio ou fundado sobre este (opõe-se a empírico). sm 1 O ser pensante; o homem (por oposição a irracional). 2 Aquilo que é de razão.

A razão também representa sentimentos e satisfações. Dependendo desse, ela se torna irracional para ser racional.
Um exemplo (caso hipotético que ao fim se transforma em meu próprio caso):
Uma moça racional descobre o que está acima. Descobre vendo vídeos de músicas. O primeiro vídeo despertou uma louca vontade de pular de pára-quedas; - O ato de "pular de pára-quedas" é feito de modo irracional - ao ser racional, ela perceberia as probabilidades de acidentes, os medos que se formariam e os obstáculos. Sem pensar ela pode pular. Sem medo, sem obstáculos e sem pensar. Ser racional a partir dessa primeira ação é ver que sem pensar ela pode vencer barreiras e expandir a razão sobre o assunto. Logo, é irracional ser racional. O segundo vídeo é de uma mulher de cabelos muito curtos. Ao vê-la, a moça quer também se libertar de seus cabelos já não-muito-longos. Sem pensar ela pegaria uma tesoura e o cortaria. Pensando ela descobre que seu cabelo tem dificuldade de crescer e que não tem um estilo muito apropriado para tais cortes. Mas afinal, ela teria de ser irracional e arriscar para expandir sua racionalidade.
Tento pensar em outros muitos casos, mas são poucos. A razão é sempre maior e ela se fortalece com pequeninos casos irracionais.
Não: o que eu penso é diverso.

agosto 07, 2009

Ismália

- Alphonsus Guimarães

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar.
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar.
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar.

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar.
Estava perto do céu,
Estava longe do mar.

E como um anjo pendeu
As asas para voar.
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar.

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par.
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar.

agosto 06, 2009

O simples ato de complicar

Nós temos um tempo de vida, nós temos uma só vida. Isso é simples.
Nós temos pessoas importantes nessa vida. Isso é simples.
Nós não temos de pensar. Isso também é simples.
Mas o ser humano tem algo dentro dele que vai contra essa palavra. Isso é complicado.
A vida é cercada de simplicidade, o que faz o homo sapiens sapiens sempre complicá-la. Discussões sem motivo realmente significativo, separações eternas, brigas, acidentes, mortes e um entra-e-sai infinito de pessoas. Tudo porque as pessoas têm o prazer de complicar. Têm que sentir o gosto da briga, o gosto do ódio.
Não, não digo que todos deveriam sempre concordar, sempre amigos, sempre sem brigas. Isso também não existe. As simples posições sobre as brigas, acidentes e tudo citado acima, são os motivos.
Vou dar um exemplo. Desta vez não será um caso hipotético:
Ontem minha vizinha foi assaltada quando chegava em casa com sua filha. Enquanto a menina desceu para abrir o portão da garagem, um homem armado apareceu, entrou no carro e disparou em alta velocidade. A vida ultimamente é cheia de violência e esses assaltos (tanto físico-materiais quanto psicológicos). É simples roubar um carro. O que chamou atenção na rua para o roubo foram os gritos da filha. Ela gritava "Mãe, ah, mãe". Saí correndo de casa e soube que o ladrão tinha levado o carro, com a mãe dentro. Repito, é simples roubar um carro. É simples, pois o assalto psicológico não é tão grande. Mas como o ser humano adora complicar, ele tinha que levar a mulher acompanhada. Para desesperá-la, desesperar a família, para sentir o gosto da complicação. Pouco tempo depois ficamos sabendo que a mulher já tinha sido solta. Estava bem e voltou rápido para casa. Graças à Deus não fez nada com ela. Mas e agora, por que a levou? Ela ficou muito abatida e isso não era necessário. Seria melhor ter levado só o carro, afinal, bens materiais nada querem dizer. Seria melhor ter sido simples.
Os pais de um adolescente, que discutem por coisas bobas e se separam gostam de complicar. Amigos que discordam de coisas pequenas gostam de complicar. Pessoas diferentes não se aturam porque gostam de complicar.
Talvez eu saiba porque todos gostam de complicar. É mais fácil arrumar brigas do que tentar não iniciá-las.
As pessoas têm que aprender e apreender o que a vida tem de simples a oferecer.

O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.

agosto 03, 2009

Há metafísica bastante em não pensar em nada

- Fernando Pessoa

O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.

Que idéia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?

Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,

Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?

"Constituição íntima das cousas"...
"Sentido íntimo do Universo"...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.

Pensar no sentido íntimo das cousas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.

O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!

(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.

E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.

julho 29, 2009

Individualidade do ver e enxergar

Incrível como tem coisas que são únicas, individuais, que cada ser pode sentir de formas diferentes dentro de si. Assim como a felicidade dentro de ciclano não é igual à felicidade de clanoci.
Como existem prazeres únicos na vida, momentos únicos, momentos únicos.
Em cada alma, em cada corpo, em cada milímetro de vento que passa por cada rosto do dia, cada fato é único.
Eu penso muito nisso e outro dia cheguei a uma conclusão definitiva. Vamos a um caso hipotético:
Uma mulher andando de trem para o trabalho não presta atenção nos corpos que a cercam. Certo, ela não vê, não enxerga a energia das pessoas. Não presta atenção nas árvores caídas pela estrada ao lado da linha, ou não repara em um casal de idosos sentado à sua frente (talvez até preste atenção na bolsa de uma mulher, pensando talvez em como o objeto não combina com a roupa ou o sapato, ou em como a outra mulher fica vulgar com tal batom - Me pergunto se ela presta atenção na mulher). Ela não enxerga. É o pior tipo de cegueira. A de ver sem enxergar. Um belo dia, essa mulher, dentro de sua bolha, de seu mundo, repara que está na hora de enxergar e reparar em cada pessoa que passa. Ela vê como o mundo é amplo, como há diversos tipos de pessoas, cada uma única de seu jeito.
Eu não sou essa mulher, mas poderia ser, como tantas outras são. No entanto, acho que é mais divertido enxergar além de ver. E é essa a conclusão definitiva a qual cheguei outro dia: cada rosto que vemos na rua nós vemos porque temos que ver, porque essa pessoa tem algo a nos dar. Independente se é pobre, feio, suja ou bonito demais. É porque devemos que vê-la.
Penso muito nisso. Voltemos ao mesmo caso hipotético:
Essa mesma mulher pegou um trem cheio em uma das idas ao trabalho. Eram muitos braços erguidos para equilibrar seus corpos-mãe, eram muitas as barreiras para ver o mundo. Mas, aos poucos, ela enxergava alguns rostos. Esses rostos eram para ela ver, eram para ela prestar atenção. Cada rosto, cada objeto, cada sapato, cada janela com sua vista ampla, cada ser e cada energia única.
Bonito como temos de ver tantos rostos e não vemos. Bem, eu sei que vejo além. Eu enxergo. E lamento por aqueles que têm o câncer moral de não enxergar.

julho 26, 2009

Destino, conte-nos sobre as coincidências

Determinismo é um conjunto de coisas que são determinadas desde o início de nossas vidas. Aparentemente, há uma ligação com a astrologia, mas isso não vem ao caso. Aqui trato de Determinismo pessoal, ou Destino para outras pessoas.
Eu não sei o que sou. Nunca soube. Têm dias que me acho um ser tão racional que não consigo saber o que realmente acho. Eu vejo equilíbrio em tudo. Sempre tento ver nas situações o lado bom e o lado mau; assim consigo equilibrar. O problema em equilibrar, de fato, é que se servindo dos dois pratos, você nunca sabe que sabor é o mais gostoso. E fica na decisão de "não comer".
Não me considero indecisa. Acho essa "qualidade" tão feia. Sou uma pessoa decidida o suficiente para saber o que escolher. A grande dificuldade é ter a sabedoria de escolher depois de balancear o fato o suficiente também.
Curioso isso de ser racional. Talvez seja esse o fator para alguns de nós não acreditarmos em destino. Eu realmente não sei o que acho de destino. Têm vezes que ele parece existir de uma forma tão concreta e nítida. Outras vezes são meros fatores resultantes de coincidências. Isso gera grande polêmica.
Hoje acredito que o mundo tem destino e tem coincidências. Por exemplo, desde o nascimento nosso plano está traçado. O destino, em outras palavras. Contudo, ao longo da vida, certas coisas que estão traçadas mudam e são reescritas. Nesse meio tempo acontecem as coincidências. O encontrar com alguém que você nunca encontraria, o dizer algo a alguém ou fazer algo para alguém que você nunca faria. Que não estava programado. E ao final da vida, vemos que nosso destino é feito de coincidências.
Hoje acredito que exista uma destidência. E que a vida é feita delas.

julho 22, 2009

Controle

julho 21, 2009

Gravidade

Encontrei-me em uma nova situação. Estou afundando em meus pensamentos sozinha, entrando nas minhas águas. E assim cheguei à tal conclusão: não gosto da lei da gravidade.
Não gosto porque ela me proíbe de fazer coisas. Do fogo fazer coisas. Das pessoas, dos animais, objetos, da vida de fazer coisas.
Queria ficar de ponta cabeça naturalmente, ficar em pé no teto ou em uma parede comum; ver uma maçã subir a árvore, e não cair dela; voar e não cair; cair sem cair. Flutuar e observar tudo como se não tivesse mais nada. Flutuar por flutuar. Elevar a química.
Parar o tempo. Mas isso não é da gravidade.
Não sei. Queria exatamente isso, aquilo que desconheço, que não posso fazer.
Sou contra zonas de conforto. Sou contra a mesmice, contra a não-mudança. Por mais que goste das coisas do jeito que estão, pela facilidade, gosto de mudar.
Quem sabe um dia não mudo isso e consigo voar...
Quem sabe.

julho 17, 2009

hh

"gentlemen and women of the jury, i was not even her first lover"

O velho Humbert Humbert era um homem frustrado com o amor e com as meninas.
A avançada Dolores Haze era desafiadora e indiferente com coisas que achava conhecer.

E o grande livro "Lolita" conta a história do encontro deles.

julho 16, 2009

O imprevisto

Ah, eu estava realmente com medo do que sonharia a noite passada, e afinal, não houve algo para me preocupar. Eu só fiquei confusa um tempo depois.
Tive dois sonhos essa noite, ou somente um e o outro foi verdade. Foi exatamente isso que me deixou confusa. Fiquei capaz de não saber o que sonhei e o que aconteceu.
O meu suposto sonho, a minha dúvida, foi bem complexo. Eu sonhava que acordava a cada minuto, que em todo momento eu acordava e não conseguia voltar a dormir com facilidade, mas quando realmente acordei, eu não achava que a sensação de estar acordada era como a sensação que tive no "sonho".
O segundo sonho, ou único, foi com o Paul Banks. Eu acho que acordei rindo, porque sonhei que ele era meu namorado, que andávamos de mãos dadas para todo o lado e a Paty estava junto com a gente. Ela falava comigo e eu queria ir com ela pra algum lugar. Esse lugar parecia uma exposição, não sei. E eu puxava o Paul e ele vinha muito devagar. Então eu gritava "Vamos, você está parecendo uma garotinha, está com medo de quê?", e o puxava, puxava e ele nada falava.
Nada do quê imaginei.

O Paul está invadindo meus sonhos. E a confusão também.

julho 15, 2009

Assassina de sonhos

Cada férias que passo acontece algo. Stephanie, lembra-se das férias passadas em que você acordava várias vezes seguidas durante a noite? Ou daquelas férias que você só queria dormir?
Na verdade, eu devo ter problemas entre essas duas palavras: férias e dormir, ou sono – que seja.
Eu não gosto da palavra "férias", nunca gostei. Tentei procurar um significado mais legal, mas o substantivo que fica mais próximo do que quero é "descanso, repouso". Mas então, meu problema nesse período de descanso é o ato de sonhar, em si.
Tudo começou ontem, efetivamente. Sonhei que fomos todos sequestrados por um professor de literatura, que ia nos matar. Eram tantas pessoas que morriam, muitos gritos. Nós eramos em quatro, até que um de nós foi morto e fui eu a escolhida para matar o professor. Uma faca simples, com um segurando seu pescoço e eu apontando a faca. Então o professor se transformou no meu tio. E acordei.
E hoje, sonhei que tinha de matar um homem. Oh, estou me tornando uma assassina de sonhos de fato. No sonho ele estava com um outra pessoa e meu plano era incriminá-la. O matei da forma mais sutil, mas na hora de fugir tudo deu errado. Eu não era uma boa assassina. Fui vista por duas pessoas, desci as escadas quando não sabia em que raios de andar do prédio eu estava quando poderia muito bem ter subido, assim não seria vista. Me escondi no lugar mais visível. Acabei comigo mesma ao ser vista. Então acordei. Acordei com o braço esquerdo paralisado.

Sobre o sonho acho que tinha um significado. Quando eu lê-lo de novo me lembrarei qual era.

Tenho medo de imaginar o que sonharei hoje.

(I am looking all right tonight I think they should go)

am vs pm

tan tan tan tãn dãn dãn, tan...
tã-ran

Essa manhã, desde às 10:10am tem sido agitada. Acordei com um toque seguido da voz do João – não o cachorro, não o tio, o Jão – e com meu braço esquerdo completamente paralisado, tive de me segurar em um só para alcançá-lo. Desci, lavei meu rosto e escovei meus dentes, sentei para tomar meu café da manhã e mais uma vez fui desperta por um toque, dessa vez seguido da voz do VBK, querendo saber se eu tinha "novas informações super secretas", mas não, não tinha.
Tomei meu café da manhã e resolvi ser a primeira real voz que de Martino, Guilherme ia ouvir nesta manhã. E fui, eu o acordei. Ele pode dizer que não estava com raiva por isso, mas sim, ele estava me xingando por dentro.
Da mesma forma que eu fiz com o Jão.
Acaba de anunciar no relógio 11:00pm, não mentira; 11:am.

Feliz aniversário, Raymond. Você está velho e continua o mesmo, meu rapaz.
Raymond Manuel Toro Ortiz, você também é pra sempre.

julho 09, 2009

lioness lion ess leoa le oa

Dormir na casa do meu zé não é uma experiência tão horrenda quanto eu imaginei que fosse.
Às vezes a gente erra.
Fomos no parque pr'eu ensinar a minha pirralha a andar de patins. Me deu uma nostalgia, uma saudade de andar de patins, de sentir o vento no meu cabelo, do gelo, de ser criança. Quero um patins de novo, quero rejuvenescer e sei que nele eu consigo!
Pela primeira vez fui lá, na nova casa. Ela é bem legal, mas quando entrei pela porta dos fundos, achei que fosse uma shit né. E com o passar do tempo, me senti bem lá, me simpatizei.
Fomos eu, a minha pirralha e meu zé pro quarto dele e ele cochilou. A primeira vez que o vi dormir, roncar, ter uma vida normal. Assistimos televisão juntos, mesmo com ele dormindo.
Pela primeira vez eu o vi dando carinho a alguém. À Brunna, à Sabrinne e não duvido muito que quando foi a Fernanda, ela também tinha sido muito beijada, abraçada e curtida. Só eu que não.
Então eu vejo que não sou muito "relacionável", "carinhosa" ou "agraciada de neurônios que auxiliam na demonstração de sentimentos" sozinha, porque ele não é assim. E nunca foi comigo porque eu também sou independente demais para aqueles olhos verdes, não preciso de carinho, minha racionalidade ocupa a falta. Deve ser isso que ele pensa.
Assim, ele acordou. Disse para eu dormir lá, já estava tarde e ele não me levaria até em casa, estava muito cansado; disso eu sabia. Portanto, passei a noite lá.
Foi divertido. Fiquei me sentindo como a Bella.
Eu passei muito tempo assistindo programas da TV paga e olhando pra noite por aqueles grandes vidros da porta que dava para a pequena varanda. O céu estava lindo.
Ele me deu uma calça bem puída dele, confortável demais, a melhor que já dormi; e uma camiseta doidona. Dormi no sofá, bem macio.
De noite vi a Paty mexendo no celular na cadeira na frente da minha 'cama' e quando olhei melhor, eram casacos.
Acordei tão cedo.
Assisti tatuagens e o super programa do David Letterman; queria que o Paul tivesse ido cantar leoa pra mim.
Saímos ontem. Foi legal. Meus dois filhos e eu.

senti saudades da minha mãe. E ela disse que sou agraciada do neurônio dos sentimentos, mas que eu os defendo como ninguém.
E eu os defendo porque sou uma Lioness.

julho 04, 2009

YEA YEAH YEA YEAH YEA YEAAAAAAH
YEA YEAH YEA YEAH

récompense

Existem sensações maravilhosas na vida, experiências pelas quais passamos para nos fortalecer,
por em prova a si próprio.
Oh interior, é como se você passasse por um teste importante.
Oh mente, é como se você tivesse estudado para não errar no teste sem perceber.
E afinal, Stephanie, você passa no teste.
E é isso que te deixa tão animada para suportar a próxima vez, para o próximo teste.

"Disseram que presto atenção nos detalhes, mas se essa vida é uma grande piada, por que eu o faria?"
É uma boa recompensa.

junho 26, 2009

tempo de ser Esperta

Quando a multidão cavernosa
salva suas portas do homem morto,
você não pode deixar.
Se você quer estar lá
quando ele chegar no fim,
deve encontrar um caminho.

Detalhes sobre o ônibus: seu vidro a direita tinha um desenho, que suponho, tenha sido feito a chave, que tinha três origens diferentes e que se encontravam em alguma parte das linhas; não tinha um significado para mim, talvez para o autor.
Tudo que eu vi foi através daqueles desenhos. Até o moço do gol90, de boa coluna.

Detalhes sobre o moço: não deveria ser muito alto, usava uma blusa gola alta branca com mangas compridas. Moreno de cabelo, usava um pequeno e discreto topete. Um rapaz simples num gol BTE 7817 que se concentrava somente no trânsito, que não andava. Provavelmente andamos paralelamente por uns dez minutos. Não foi muito, mas vê-lo e ter a certeza de que ele não me via observá-lo, foi saudável.

Next Exit

Com o passar da vida aprendemos tantas coisas, escolhemos tantas coisas, vivemos tantos erros para aprender com eles.
we've got so much to leave but that's not what makes this right
Amamos algumas pessoas, pensamos que amamos outras pessoas, nos confundimos, escolhemos para sempre com quem passar a vida e talvez ver que estava tudo errado.
gonna track this shit around
Nos divertimos, lemos, passamos tempos com pessoas que gostamos de ficar perto, nos enganamos, perdemos tempo.
to be a part of again
Esquecemos de tudo e começamos de novo.
with no end but we've come baby

Eu adorei o Antics e necessito comprá-lo. Até por $69.
Apaixonei pela Próxima Saída.
Tomei café, café e lambi o pote da Carol. Mandei um super-capa-canudo direto na testa e ela quase me mata em troca. E a Paty está se iniciando nos aprendizados da mentira.
Queria mesmo que Carol voltasse no carro com a Paty, Vini-boy e eu. Foi tão divertido.
Tenho a idade de 93ans, a mesma do pai da Paty.

"tô cagando"

junho 22, 2009

joão

Passando ridiculamente pela rua, com aquele peso nas costas abro um sorriso e digo "Olá, João" em todos os momentos que o vejo.
Um dia ele dirá "Meu nome não é João, meu nome é Bill".
Que bom cachorro.

junho 20, 2009





8 de infinito.
8 de beija flor.
boa noite, Daisy.
boa noite, Benjamin.

junho 19, 2009

Rest My Chemistry



Com diversas estrelas caminhando ao meu encontro, com linhas que nos separam em alguns momentos, brilhos que me puxam e algo que não sai de minha cabeça.
Até assistindo a Odisséia na aula de história hoje ouvi e vi pequenas e incríveis estrelas.

just recline in the faraway (...)
Essa noite vou descansar minha química.

junho 17, 2009

Personne. Je resonne. Repersonne.



Jamais esqueço aquele beijo,
Oh, minha 'Carmen', minha 'Carminha',
Ao som do velho realejo,
Quando eu era teu e tu eras só minha.
Mas depois foram tantas agonias,
Tantas traições, tamanha dor,
Que, se hoje acabo com teus dias,
Só o faço, minha 'Carmen', por amor.

junho 16, 2009

vie

Estou pensando diferente. Olhando diferente, escutando diferente, vivendo diferente.
Finalmente, antes de dormir, parei de estremecer e gritar tal nome. Talvez nem era o que achava; afinal eu parei de ter esperanças com relação as coisas. Parei de pensar em coisas que me faziam delirar á toa. Por mais que eu gostasse, não fazia parte de Stephanie.
Estão muito proveitosos esses últimos dias, depois do feriado, e não sei mesmo dizer por quê. Minhas amigas são fantásticas e nossos filhos serão maravilhosos.
Gosto de gritar, de pensar, de falar mesmo, de arrumar uma briguinha de vez em quando e ler as pessoas. Gosto de chegar e furar o "balão" de sopetão.
Estou Stephanie, finalmente.
Ah, ângulo stephaniano, pareces uma boa e antiga máquina de fotos ou um grande e atual maquinário de entender o mundo, a mente.

junho 14, 2009

E de uma vez por todas

Ordens não foram feitas para mim, principalmente quando partem de alguém a quem não dependo.
Aumento a desobediência, falo o que achar e agora, não me importo mesmo.
Para nunca-mais.
Meu temperamento sempre foi muito parecido com o de Christina Collins, sempre.

a c a b o u

junho 12, 2009

Perseguida

Eu odeio me sentir perseguida, odeio sentir os olhares em minha volta. Hoje odiei ser olhada por cada olho que me observou, por todos.
Estava há um mês desejando loucamente ler Lolita. Hoje consegui uma brecha nessa vida para ir comprar. Comprei os três livros que procurava ler: Dom Casmurro, Cantiga de Ninar e Lolita.
Eu tenho preferência por uma livraria que tem em pontos distantes da cidade ou no shopping de Varzeano, que é mais próximo. Minha mãe não gosta de lá. Eu posso até gostar, mas não suporto os "Varzeanos", como meu pai muito bem chama. Ao chegar, minha mãe entrou em duas lojas de roupas da moda. Uma para pagar e outra para olhar.
À outros olhos, devo parecer um zumbi. Dentro dessas lojas dificilmente me interesso por algo, por isso fico andando com os ombros caídos e os pés arrastando. Isso na verdade tem um propósito, fazer minha mãe perder a paciência e querer sair de lá.
Chegamos a minha querida livraria, parecia que o ar tinha até mudado. Saí andando para achar Lolita sozinha, mas como sempre não consegui. Fui até uma das atendentes simpáticas com cara de conhecedora de um bom livro e perguntei onde poderia encontrar. Ela abriu um sorriso confuso por ver a minha idade para tal livro e sem pestanejar o colocou em minhas mãos. Perguntei sobre o Dom Casmurro.
De início eu iria levar somente esses dois livros, mas nas prateleiras minha mãe me ofereceu o outro e aceitei a oferta na hora. Mas a minha atendente estava atendendo um casal, preferi não incomodar e procurei outra pessoa. Achei um moço careca, de óculos, que não aparentava estar em seus melhores dias e pedi pelo Cantiga de Ninar; ele achou no computador e logo me entregou, sem fazer nenhum movimento que demonstrasse opinião. Fiquei com os três livros na mão.
Pedi para minha mãe para subir comigo, ver os cds e dvds do andar de cima. Ela subiu, mas sentou em uma das poltronas e me deixou andando por lá. Todos os atendentes da área de filmes estavam ocupados e eu queria realmente achar o filme Lolita. Cheguei num balcão, onde tinha uma moça distraída de cabelos na altura do ombro que me auxiliou a encontrar um vendedor.
Pois bem, ela me mandou um rapaz charmoso, aos meus olhos. Os olhos dele brilharam enquanto pesquisava sobre o filme e me abriu um sorriso sincero quando mexi no cd do Interpol. Então reparei que ele estava com uma camiseta do Franz. Achou o DVD, me entregou e disse que era uma "boa pedida", então saiu.
Mostrei o filme para minha mãe, mas fui sem sucesso e, além do mais, já tinha garantido três bons livros. Fomos para fila do caixa. A primeira parte do pesadelo.
Os caixas estavam cada um com uma pessoa ocupando na fila, então minha mãe e eu nos direcionamos para a moça que tinha a cara de ser a mais ágil. O homem que estava na nossa frente virou-se e me olhou de uma forma tão assustadora; desde o fio mais espetado do meu cabelo até a ponta do meu tênis no chão. Deve ter repetido isso umas três vezes. Eu o olhei curiosa e ele me olhava com um olhar de pressa, de medo.
De um modo como se tivesse descoberto a pior coisa que ele já havia feito na vida. Escondeu o livro de mim, olhou para minha mãe e saiu.
Chegamos ao caixa e tive uma impressão tão estranha daquele homem. A jovem do caixa foi simpática e nos ofereceu o cartão da livraria. Minha mãe aceitou e quem fez nosso cartão foi o rapaz com a camiseta do Franz que ficou com um sorriso envergonhado enquanto eu o olhava escrever.
Pagamos, almoçamos e fomos embora.
No ônibus de volta entrou um homem de terno azul, cabelo lustroso e com fones de ouvido, aparentava em média 30 anos. O ônibus estava cheio e eu encostei próximo à parte do lixo da porta. Ele me olhou do mesmo modo do homem da livraria e tirou um lixo do bolso. Fez a menção de jogá-lo onde eu estava, mas não o fez. Ele me olhou como se sentisse raiva, como se fosse culpada por tudo que deveria estar dando de errado na vida dele.
Pensei por um momento em deixá-lo jogar o lixo, mas desisti ao imaginá-lo se movimentando tão próximo a mim. Quando tive oportunidade, me sentei e liberei o lixo.
Pois então, ele se inclinou ao lixo, e enquanto jogava fora o que precisava, direcionou os olhos pra mim e ficou vermelho de raiva, isso foi evidente.
Fingi que não vi e olhei para fora da janela.
Eles não podem me ler e eu não posso lê-los. De quê adianta me perseguir?

junho 09, 2009

Para descansar

Hoje acordei uma pilha de nervos, usei uma das minhas últimas desculpas furadas para faltar a escola, mas como sempre, não consegui. Eu gosto de ir a escola, mas queria faltar as vezes, deixar de acordar cedo uma vez.
Não sei por quê acordei estressada, tive uma noite longa e calma, sem pesadelos, sem acordar de tempos em tempo e acordando sem lembrar do que sonhei. Tudo me parecia suficientemente pronto para explodir e eu era o detonador.
Até que sentei na frente da televisão da sala.
Quando eu era pequena ou até uma idade muito próxima a essa, assistia televisão veneradamente, mas quando começou esse ano que a TV do quarto quebrou, não faço mais questão de assistir.
Menos que, toda manhã, minha mãe coloca no jornal, que fica anunciando a hora todo final de bloco, para não nos atrasarmos. Termino de me arrumar rápido e sento na frente da TV, não tenho o hábito de prestar um pingo de atenção nela, parece uma voz tão longe, sem importância. Quando vi minha deixa no canal do jornal, mudei para meu canal preferido para ver que música estava passando dessa vez. Como mágica, no mesmo instante comecei a descansar.
A sala estava iluminada pelo pouco sol do dia, o efeito de sempre não aconteceu, mas era aquela música, aquele vídeo dos pontinhos que eu gostava tanto. Naquele instante, olhei para meu universo negro, escutei a voz que vinha de longe e pedi para casa ficar em silêncio dentro de minha mente.
Ah, eu me tranqüilizei. Descansei uma pequena parte da minha chemistry que estava me afogando, acabando comigo. Sempre parece que as cargas vão se tornando nulas, nem positivas nem negativas, sempre nulas.
Cheguei em casa, fiz despesa com a minha avó e provavelmente ganharei $5 pela minha aposta. Eu não gosto nem um pouco de fazer despesa, mas eu consigo gastar menos no mercado, é melhor para mim depois.
Quando cheguei, só fiquei sentada pensando.
Até que vim para o meu quarto para ficar nula. Passei duas horas descansando minha química e estou quase levitando de tão nula.
Adoro ficar nula.
Adoro a música feita para descansar.
Adoro ouvir meu coração batendo de novo para mim.

tantantãn tandandan tãdã...

junho 08, 2009

Suspiros e mortadelas

Têm dias que amanheço tão confusa, tão cansada de esperar; e nem sei de esperar o quê.
Queria ter um alter-ego, para quando eu precisar e isso acabar. Para somente simplificar tudo o que estou complicando sem necessidades; e nem sei o que estou complicando.
Eu sinto meu coração batendo dentro do peito, mas ele está batendo de um modo tão sem sentido nesse exato momento. Parece que está batendo dentro de outra pessoa, me dá um mal estar.
Parece que meu coração bate para outra pessoa. E fico tão confusa. Eu odeio me sentir confusa, me sinto tão vazia. Eu fico cansada disso.
Cheguei sem vontade de nada.
Mas então, lembrei-me de que agora estou guardando um dinheiro esperto e pude ir até o mercadinho comprar mortadelas para comer com pães tipo bisnaga com maionese. Gastei $1,62 com a mortadela, e de onde estava vi na última prateleira algo que me deixa satisfeita. Suspiros.
Comprei um saco. Era para ser $1,30, mas o dono do mercado cobrou 1,50 e não fiz um pingo de questão de corrigí-lo.
Estava tão sedada.

Procuro ciência nenhuma onde não há sombras.

junho 04, 2009

Inocentes



Lembro de quando ainda era pequena. Do quanto ficava atormentada ao ver essa foto na locadora da rua das meninas, a antiga locadora. Tínhamos o hábito aqui em casa de sempre alugar filmes e quando era pequena, meu gosto era diferente do de hoje. Todas as vezes ia até a seção de suspense do pequeno lugar (lembro também que a parte de filmes de adultos ficava numa área suficiente maior e fechada) só para olhar para essa foto. E ficava com tanto medo dela. Talvez, algum dia, eu tenha até sonhado com isso. E agora, depois de tanto tempo, vejo que tal imagem ainda me atormenta. Vim a descobrir hoje, que aparentemente, na cabeça da mariposa asiática usada pelo Buffalo Bill, há uma mensagem subliminar. Eu tenho um problema de não saber o que acredito ou não. Têm dias em que acredito em mensagens subliminares, e têm dias que não. Por via total de dúvidas, achei melhor pintar de preto a suposta mensagem. Além do filme, terminei de ler O Chefão. Gostei, mas gostei mesmo do decorrer do livro. E na verdade, não fiz as questões de biologia. Sim, é um relapso meu, mas estava com complexo hoje. E sedada. Sedada, hoje também, fiz uma coisa errada. Paguei uma conta, sem o desconto que deveria. Agora querem me culpar, mas não vejo o por quê. Sou inocente.

Boa noite, cavalheiros.

junho 03, 2009

a vida de Brian
"Se você é lomano, qual é o nome do seu pai?
Nojentus Maximus"
"Então, vocês quelem que mande soltar quem?
Ronald!
Muito bem, soltalemos Lonald."

Sedated

Ultimamente tem estado muito frioe eu fico mais confortável nele. Ontem mesmo estávamos falando de estações de ano, e a minha preferida é o outono. Na verdade, os dias frios do outono, os que me confortam.
O ritual horrendo foi o de tomar banho frio. Oh, ritual horrendo. Mas, através de tudo, eu consegui encará-lo e tomei meu banho. Saí rindo. E até agora não sei o motivo.
Recuperei porque tomei um banho morno. O chuveiro foi consertado e, como nos dias de frio exagerado, a água não fica completamente quente. Está aí tal explicação para o "parte". Foi um banho morno, próximo do frio, em um dia frio, com um Johnson's amarelo que eu nunca havia usado para de fato lavar o cabelo.
Outra coisa que tenho que colocar aqui: estou sedada. Posso contar o por quê também. Andando com avó T ontem, vi uma (1) pomba e a primeira coisa que eu disse quando a olhei foi "Olha uma pomba olhando para outra". Repito, uma (1).
Gritaram meu nome hoje, olhei procurando. As pessoas em volta foram dispersas e procurei saber quem me chamou. Calmamente, alguém chega perto de mim. Pergunto se me chamou. A resposta foi uma aproximação que fiquei ligeiramente preocupada e responderam com um "sim, te chamei"; meu corpo e minha mente ficaram em alerta. Curiosa, exclamei isso com toda clareza em minha voz, perguntei o que queria. Sem tirar a mão do meu ombro, olhou nos meus olhos e disse "nada". E virou pó. Desapareceu.
O Grande Irmão existe. A sociedade capitalista que o diga.

yeah, you're so cute when you're sedated, dear.

Acordei, estou sedada.

junho 02, 2009

Raio

"ele se viu de repente em pé,
com o coração batendo-lhe no peito; sentiu uma pequena tonteira.
O sangue circulava aceleradamente através de seu corpo,
dos dedos das mãos e dos pés. Todos os perfumes da ilha
vieram precitadamente com o vento, das florescências de limão
e laranja, das uvas, das flores. Parecia que seu próprio corpo
tinha saltado para fora dele mesmo. E então ele ouviu os dois
pastores rirem.
– Você foi atingido pelo raio, hem? – perguntou Fabrizzio,
batendo-lhe no ombro."
Eles se casaram, foram felizes por pouco tempo. Até Fabrizzio (...)
De quê adianta raio? De quê adianta Apollonia?

maio 29, 2009

Idel, ideal

Tenho lástimas por hoje.
Ainda não consigo compreender a saída da Idel, a ideal.
A avó do Martino, a leãozinho, a nossa querida amiga professora. Mundo injusto!
"Ela sorria com os lábios, não com o coração"
E: "Eu só gostaria de me despedir de vocês, garotas. Adorei ter conhecido vocês"
Nós também, Ideal.
Idel.

maio 28, 2009

Oh, futuro!

Acho que ninguém, um dia em sua vida toda, vai sentir a dor que estou sentindo agora! Ninguém.
Sim, sou a mais louca, a esquizofrênica que um dia ousou imaginar realmente se casar com o homem de sua vida, mesmo ele sendo um cantor famoso.
Oh, futuro!
Acho que ninguém vai conseguir arrumar essa dor que me puxa a garganta, que me sufoca. Que dor lastimável. Dói, dói tanto saber que sua pequena filha nasceu, que o meu sonho quase impossível se tornou o impossível-do-quase-impossível.
Minha mãe me disse "Calma, o que tiver de ser, será" com um ar de riso. Minha avó agora também me acha uma doida, tenta me dizer que chorar é para quem a gente gosta. Qual é o problema em entender, tentar entender, que eu realmente gosto dele? Que eu o amo? Qual é a dificuldade em entender que eu fiz planos para toda uma vida com ele?
Oh, futuro, por que enlouqueceste-me?
Eu deveria saber, deveria. Estava na minha cara que ele ia constituir uma família, que jamais esperaria por mim! Pois, oras, ele sequer me conhece.
Eu não odeio a mulher dele por ser fértil, nem a filha dele. Não sinto raiva.
Sinto raiva de mim... Tanta, mas tanta raiva!
Oh, oh, que dor!
Eu acho que senti a pequena chegando. Acordei com uma música deles na cabeça, coisa que raramente acontece. Ontem, senti mais forte que os outros dias eles próximos de mim. Falei com a Paty hoje sobre meu casamento com ele. E Elena, ah, Elena tem ficado tanto comigo.
Oh, Elena, ajude-me na dor!
Carol, perdão por te fazer me achar uma louca.
Mãe e avó, perdão também.
Essa vida é bandida. E ninguém, nunca, há de entender o quanto.

Parabéns, Gerard e Lyn-z, quero que essa família seja muito feliz.

Oh, querido futuro, SO LONG AND GOODNIGHT.

maio 25, 2009

Adeus sanidade

O relógio, o tempo, o relógio-relógio está me deixando esquizofrênica de uma certa forma inexplicável. Cada instante que olho para ele perco minha sanidade, de gota em gota.
É, um conta gotas. Pois, ao olhar 19:09 parece que demorou uma eternidade para eu fitá-lo de novo e descobrir que ainda eram 19:11. E talvez uma vida até 19:24. Uma coisa, não sei; maçante não é exatamente a palavra... Uma coisa conta-gotas. E a cada milésimo de segundo me despeço.
Despeço?
Desse lado da vida. O lado são talvez. Oh, Ausência, nesse lado você existe. Entretanto, no lado em que dou boas-vindas, não a vejo. Vejo tudo tão alto e distante nesse novo lado. Tudo tão confortável. Fecho-me com toda animação na frente de uma teletela, com uma grande blusa preta e coloco a minha química para descansar (ordem estabelecida pelo outro lado), para chegar ao outro lado. Um acordo muito bem feito, digo.
Posso descrever o novoutro lado como o espaço, cheio de pontos brancos no negro horizonte, com faixas que ficam coloridas as vezes, mas que sempre voltam ao branco-paz. Onde eu me afogo. Afogo feliz. Digo "Adeus sanidade" e mergulho para minhas químicas.
De repente, o relógio que avisava 20:03 em questão de segundos anunciou 20:11. De repente, 20:24.
Relógio bobo.

maio 20, 2009

água

Hoje, ao tomar meu banho, descobri que foi a momento mais agradável do meu dia. Descobri que amo a água morna-quase-quente, que se pudesse, passaria horas e mais horas embaixo dela. E fiquei me perguntando "poxa, a água poderia ser um bem inesgotável", que não "tivessemos que pagá-la por quantidade" e que "a água poderia muito bem ser exatamente como o ar, o vento, as brisas que partem do norte. Poderia ser algo que teríamos sempre e sem pagar". É possível que todos vivamos em um mundo 1984.
Já me deparei por muitas vezes pensando nisso, até. E se todos falamos uma novilingua, ou talvez, todos sejamos completamente manipulados por teletelas, e ainda, falaríamos um dia que amamos o Grande Irmão. Que muitas pessoas são da Polícia do Pensamento. Que existem pessoas como Winston, Julia e O'Brien por aí. E que a sala 101 é a queda; que vós sois os mortos.
A água deveria ser algo inesgotável em 1984. O que invejo.
Fui para um palco. Um lugar iluminado, onde só eu estava. Na verdade, não estava só. Realmente sentia alguém ali, que me acompanhava em cima do palco, seguia meus movimentos. Mas não vi, não sei dizer. Dancei, dancei como nas antigas épocas, com The Scale tocando. E sim, agora é certeza que tinha alguém comigo. Alguém que pegava minha mão. Então, ao esconder meu rosto com uma rosa, abri os olhos e vi que estava no chuveiro. Na minha água.
Desliguei tudo, saí do banheiro. Mas por favor, quem me mandou o palco, a música, tudo, mande de volta. Que momento agradável.

Senti a mão na minha. Senti e senti.

Durmo em nuvens de fogo.

maio 17, 2009

wrong

Você está tão ralé, tão largada e ao mesmo tempo tão aquariana. Sua índole tem estado instável. Não tem motivo, você acha – hoje. É engraçado, sabe, porque isso não é crise existencial.
Conseguiu ler o Geração Trianon, terminou o fichamento, falta pouco para acabar Admirável Mundo Novo, e você tem que dizer aqui: não é leitura por obrigação, mesmo dizendo "tem que ler", não é. Ah, daqui a poucos, talvez ainda hoje, comece O Chefão que o VBK te emprestou.
Assistiu Wrong do Depeche Mode de novo e não consegue tirar o "wronnng" da cabeça. É uma boa música, digo, e o clipe, ah... o clipe é esplêndido. Você faria um filme.
Tem um barulho chato aqui do teu lado, parece o tic tac incerto de um relógio desajustado, não sabe. Curioso. Parou. Estou escutando agora os roncos doidos da Millie que está apossada de sua cama. Vai escutar Wrong de novo daqui a pouco, porque ô música boa.
O tic tac sem ritmo voltou e voltou para te irritar.
Está com a perna direita dolorida, uó. Jogar futebol e conseguir defender é muito legal, mas é melhor quando se faz alongamento. Lembre-se na próxima vez.
As mentiras erradas, nos sentimentos errados. WRONNNG

cegar como nos cegam?

Wronnnng

maio 14, 2009

bandit's life

está a morrer.
memória bandida!

maio 12, 2009

Stephanie, você está a ponto de se descabelar se não ler logo Lolita. Por enquanto está se contentando com algumas cenas do filme de 97.

maio 11, 2009

Ah, Stephanie, hoje foi divertido. Vocês foram tocar, tocaram Evil do Interpol até cansar – diga ao mcr que você de jeito algum os está traindo. Não demorou muito para Carol pegar na guitarra, a Paty pegou em menos de 5min o baixo e você, bom, você não conseguiu tocar porque não encontrava o raio do padrão, mas cantou. Você não se dá um pingo bem com o microfone.
Na volta vocês fizeram Transforma no meio da rua e uma mulher de verde que passava – que vontade de rir – se assutou quando vocês paralisaram. A Paty prometeu fazer com vocês amanhã.

maio 09, 2009







você saiu com o zé hoje para comprar o presente da tua mãe.

maio 08, 2009

Finalizando
Que sonho horrível o de hoje.
Sonhou que sonhava e que não dormia. E com uma menina assustadora de tutu negro de bailarina.
Oh, que sonho terrível.

maio 04, 2009

Ritmo 11, eu hei de te vencer!

D-A-N-E-SE
vou terminar o fichamento.
tchau stephanie

abril 29, 2009

Isto aqui, mcr


outro dia disse que ia postar aqui o meu amor por eles e escolhi hoje.
acho que escolhi pois estou numa fase de achar que irei parar de amá-los.

Oh, Stephanie, parece contraditório dizer hoje que os ama sendo que o outro post você disse que não sabe dizer 'eu te amo'. Essa é a química, a aura, o romance, a vida. Eles são os únicos que eu consigo dizê-lo, gritar até meus pequenos pulmões – hoje danificados – secarem.
Com eles é sempre diferente.
Sei que em qualquer momento eles estão comigo. E quando você precisa, são eles que ficam contigo, falam o que precisa ouvir, sentam ao teu lado e te dão o ombro. São eles teu escudo, onde sempre se refugia.
Não há um momento em que você pode passar sem lembrar deles.
Todos te acham louca e sei que você está enlouquecendo. Mas enlouquece feliz, pois eles enlouquecem junto para não te deixar sozinha.
Lembra-se da primeira vez que os viu? A tranquilidade fez com que não percebesse que Elena estava ao teu lado, esperando a hora em que olharia para ela. No entanto, uma saída com teu pai dias após, fez você dar uma pequena olhada para o lado, sem reparar.
E ao escutá-los com calma, convidou Elena para fazer parte do resto de tua vida.
O show foi incrível. Você chorou como uma criança e o termo que zé usou foi um inesquecível. Chegar em casa e ouvir tua mãe dizer que era exagero, que eles são pessoas de outro lugar, que estão longe, que você nem conhece te fez ver o início da loucura
Da tua mãe, que nunca os viu ao teu lado.
Pois saiba que antes de dormir eles te dão carinhosamente um beijo na face, te aninham e assistem você dormir. Até acordar com os dez olhos em sua volta.
Eles estão ao teu lado, para o medo de abrir os olhos acabe.
Estão
e sempre estarão, 'cause I can't live without my life I can't live without my soul
And without you is how i disappear
mcr, até o fim.
lendo o post descobri que essa fase é boba, que é tola. que nunca irei parar de amá-los.

abril 28, 2009

Teus banhos costumeiros estão te aterrorizando. Fecha os olhos e tem medo de abri-los.
Está definitivamente ficando louca.

I HAD SEVEN FACES

abril 27, 2009

Sem corações

Não sabes dizer "eu te amo", mas e dái. Em dois dias você recebeu três ou quatro 'te amos', mas como sempre não dá para responder algo do nível, porque você é uma ignorante, que não aceitas presentes de salgadinhos narutos, que não sabe dizer eu te amo.. Mas é tortura, como raios competiria?
A independência sorri e com o mesmo sorriso a abraças
EU TOMO É VASELINA NO CAFÉ DA MANHÃ

abril 26, 2009

capitães, capitães












Stephanie, lembra-se dos poucos dias em que passou na Bahia co' Pedro Bala, João Grande, Gato, Professor, Sem-Pernas, Boa Vida, Barandão, Volta Seca e Dora?
E de hoje agradeço Jorge Amado pela ótima hospitalidade em seu humilde trapiche.

abril 23, 2009

The Shining Screenplay

Checado

abril 17, 2009

Apresentações

Quero um blog mesmo pra postar tudo, tudo
e olhar a cada vez que quiser e me lembrar de tempos remotos.
Estou jovem e velha.
Acho que completamente velha. Preciso desse blog para me lembrar do que vivi. E parece-me uma boa idéia até.
Quando contos aparecerem, colocá-los-ei aqui.

Sempre achei "danar" um verbo substancial por si mesmo.
Sem mais explicações.

Stephanie de anos a frente, bem vinda ao seu passado.