agosto 30, 2009

Sem Controle

Hoje assisti o filme que tanto queria, Control.
É um filme muito bom e, se a história de Ian Curtis foi exatamente como retratada, merece lágrimas quentes. Ao menos, eu derramei lágrimas quentes.
Eu realmente me senti dentro do filme e comecei a ver Ian Curtis não como aquele rapaz de olhos azuis, mas sim Sam Riley. É uma história tão inacreditável que só caberia em um filme. Pois Ian era ótimo e sua vida tinha que ser algo esplendido.
Pensei muito sobre tudo isso. Como nós podemos perder o controle com facilidade. Como tudo pode desmoronar.
Ele começou muito cedo. Remédios, cigarros e a vida. Casou-se cedo com a mulher que amava na época e teve uma filha. Fez shows, fama, e Annik.
Bem, volto àquilo: se o filme for exatamente como a verdade, acho que ele amava Annik. Mas não sei se era um amor passageiro como foi com sua esposa. Debbie realmente o amava e ele sabia disso; em momento nenhum do filme (ou vida) quis perdê-la. Tudo tão sem controle e um fim tão trágico.
Não, ele não merecia.
Mas o fez.
Ian Curtis merece lágrimas quentes.
Perda de controle também.

Then love,
love will tear us apart,
Again.