outubro 31, 2009
outubro 22, 2009
O futuro aqui e agora.
E o futuro se sente ameaçado, chama para uma briga. O aqui e agora é forte. O futuro também. Enquanto o tempo ronda, passando.
"Eu aposto no tempo", pensou alto.
Engraçado, o tempo não está competindo. Ele está aqui como nós, passando.
"E eu tenho quase certeza de que ele ganha", insiste.
É, eu tenho quase certeza de que ele ganha.
É melhor apostar no futuro ou no aqui e agora, senão você perde.
"Não, o tempo ganha. Ele sempre ganha" diz convicto, e acrescenta "Ele não precisa competir".
Então tudo para. A disputa, os golpes fortes e bem pensados do futuro contra os ligeiros e inesperados do aqui e agora. Nós, do lado de fora do ringue, congelamos. E o tempo passa. Dá voltas e sopra em nossas cabeças. Assumimos a consciência de corpo presente e de corpo imóvel e mortal. Dá para ver tudo que se passa naquela sala branca imunda. O tempo sobe no ringue, lança um olhar desafiador, mostra para que veio e ganha.
Voltamos. Corpo presente, móvel, mortal.
O futuro continua a tentar, o aqui e agora resiste até o fim com sua espontâneidade. Os outros assistem com uma devoção quase automática. E então eu vejo o sorriso do tempo, que agora para de andar e senta sozinho no canto da sala.
Ele não precisa de pensamentos para um bom futuro ou momentos arriscados do espontâneo. Ele só olha e deixa tudo passar; sem nunca parar ou voltar. Ele vem, e eu estou aqui.
"...seguiu devagar, demorando-se muito,
como se houvesse algum obstáculo no caminho;
e, no entanto, como se, superado este,
já tivesse passado do estágio de andar, e voasse"
"Eu aposto no tempo", pensou alto.
Engraçado, o tempo não está competindo. Ele está aqui como nós, passando.
"E eu tenho quase certeza de que ele ganha", insiste.
É, eu tenho quase certeza de que ele ganha.
É melhor apostar no futuro ou no aqui e agora, senão você perde.
"Não, o tempo ganha. Ele sempre ganha" diz convicto, e acrescenta "Ele não precisa competir".
Então tudo para. A disputa, os golpes fortes e bem pensados do futuro contra os ligeiros e inesperados do aqui e agora. Nós, do lado de fora do ringue, congelamos. E o tempo passa. Dá voltas e sopra em nossas cabeças. Assumimos a consciência de corpo presente e de corpo imóvel e mortal. Dá para ver tudo que se passa naquela sala branca imunda. O tempo sobe no ringue, lança um olhar desafiador, mostra para que veio e ganha.
Voltamos. Corpo presente, móvel, mortal.
O futuro continua a tentar, o aqui e agora resiste até o fim com sua espontâneidade. Os outros assistem com uma devoção quase automática. E então eu vejo o sorriso do tempo, que agora para de andar e senta sozinho no canto da sala.
Ele não precisa de pensamentos para um bom futuro ou momentos arriscados do espontâneo. Ele só olha e deixa tudo passar; sem nunca parar ou voltar. Ele vem, e eu estou aqui.
"...seguiu devagar, demorando-se muito,
como se houvesse algum obstáculo no caminho;
e, no entanto, como se, superado este,
já tivesse passado do estágio de andar, e voasse"
outubro 03, 2009
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