junho 26, 2009

tempo de ser Esperta

Quando a multidão cavernosa
salva suas portas do homem morto,
você não pode deixar.
Se você quer estar lá
quando ele chegar no fim,
deve encontrar um caminho.

Detalhes sobre o ônibus: seu vidro a direita tinha um desenho, que suponho, tenha sido feito a chave, que tinha três origens diferentes e que se encontravam em alguma parte das linhas; não tinha um significado para mim, talvez para o autor.
Tudo que eu vi foi através daqueles desenhos. Até o moço do gol90, de boa coluna.

Detalhes sobre o moço: não deveria ser muito alto, usava uma blusa gola alta branca com mangas compridas. Moreno de cabelo, usava um pequeno e discreto topete. Um rapaz simples num gol BTE 7817 que se concentrava somente no trânsito, que não andava. Provavelmente andamos paralelamente por uns dez minutos. Não foi muito, mas vê-lo e ter a certeza de que ele não me via observá-lo, foi saudável.

Next Exit

Com o passar da vida aprendemos tantas coisas, escolhemos tantas coisas, vivemos tantos erros para aprender com eles.
we've got so much to leave but that's not what makes this right
Amamos algumas pessoas, pensamos que amamos outras pessoas, nos confundimos, escolhemos para sempre com quem passar a vida e talvez ver que estava tudo errado.
gonna track this shit around
Nos divertimos, lemos, passamos tempos com pessoas que gostamos de ficar perto, nos enganamos, perdemos tempo.
to be a part of again
Esquecemos de tudo e começamos de novo.
with no end but we've come baby

Eu adorei o Antics e necessito comprá-lo. Até por $69.
Apaixonei pela Próxima Saída.
Tomei café, café e lambi o pote da Carol. Mandei um super-capa-canudo direto na testa e ela quase me mata em troca. E a Paty está se iniciando nos aprendizados da mentira.
Queria mesmo que Carol voltasse no carro com a Paty, Vini-boy e eu. Foi tão divertido.
Tenho a idade de 93ans, a mesma do pai da Paty.

"tô cagando"

junho 22, 2009

joão

Passando ridiculamente pela rua, com aquele peso nas costas abro um sorriso e digo "Olá, João" em todos os momentos que o vejo.
Um dia ele dirá "Meu nome não é João, meu nome é Bill".
Que bom cachorro.

junho 20, 2009





8 de infinito.
8 de beija flor.
boa noite, Daisy.
boa noite, Benjamin.

junho 19, 2009

Rest My Chemistry



Com diversas estrelas caminhando ao meu encontro, com linhas que nos separam em alguns momentos, brilhos que me puxam e algo que não sai de minha cabeça.
Até assistindo a Odisséia na aula de história hoje ouvi e vi pequenas e incríveis estrelas.

just recline in the faraway (...)
Essa noite vou descansar minha química.

junho 17, 2009

Personne. Je resonne. Repersonne.



Jamais esqueço aquele beijo,
Oh, minha 'Carmen', minha 'Carminha',
Ao som do velho realejo,
Quando eu era teu e tu eras só minha.
Mas depois foram tantas agonias,
Tantas traições, tamanha dor,
Que, se hoje acabo com teus dias,
Só o faço, minha 'Carmen', por amor.

junho 16, 2009

vie

Estou pensando diferente. Olhando diferente, escutando diferente, vivendo diferente.
Finalmente, antes de dormir, parei de estremecer e gritar tal nome. Talvez nem era o que achava; afinal eu parei de ter esperanças com relação as coisas. Parei de pensar em coisas que me faziam delirar á toa. Por mais que eu gostasse, não fazia parte de Stephanie.
Estão muito proveitosos esses últimos dias, depois do feriado, e não sei mesmo dizer por quê. Minhas amigas são fantásticas e nossos filhos serão maravilhosos.
Gosto de gritar, de pensar, de falar mesmo, de arrumar uma briguinha de vez em quando e ler as pessoas. Gosto de chegar e furar o "balão" de sopetão.
Estou Stephanie, finalmente.
Ah, ângulo stephaniano, pareces uma boa e antiga máquina de fotos ou um grande e atual maquinário de entender o mundo, a mente.

junho 14, 2009

E de uma vez por todas

Ordens não foram feitas para mim, principalmente quando partem de alguém a quem não dependo.
Aumento a desobediência, falo o que achar e agora, não me importo mesmo.
Para nunca-mais.
Meu temperamento sempre foi muito parecido com o de Christina Collins, sempre.

a c a b o u

junho 12, 2009

Perseguida

Eu odeio me sentir perseguida, odeio sentir os olhares em minha volta. Hoje odiei ser olhada por cada olho que me observou, por todos.
Estava há um mês desejando loucamente ler Lolita. Hoje consegui uma brecha nessa vida para ir comprar. Comprei os três livros que procurava ler: Dom Casmurro, Cantiga de Ninar e Lolita.
Eu tenho preferência por uma livraria que tem em pontos distantes da cidade ou no shopping de Varzeano, que é mais próximo. Minha mãe não gosta de lá. Eu posso até gostar, mas não suporto os "Varzeanos", como meu pai muito bem chama. Ao chegar, minha mãe entrou em duas lojas de roupas da moda. Uma para pagar e outra para olhar.
À outros olhos, devo parecer um zumbi. Dentro dessas lojas dificilmente me interesso por algo, por isso fico andando com os ombros caídos e os pés arrastando. Isso na verdade tem um propósito, fazer minha mãe perder a paciência e querer sair de lá.
Chegamos a minha querida livraria, parecia que o ar tinha até mudado. Saí andando para achar Lolita sozinha, mas como sempre não consegui. Fui até uma das atendentes simpáticas com cara de conhecedora de um bom livro e perguntei onde poderia encontrar. Ela abriu um sorriso confuso por ver a minha idade para tal livro e sem pestanejar o colocou em minhas mãos. Perguntei sobre o Dom Casmurro.
De início eu iria levar somente esses dois livros, mas nas prateleiras minha mãe me ofereceu o outro e aceitei a oferta na hora. Mas a minha atendente estava atendendo um casal, preferi não incomodar e procurei outra pessoa. Achei um moço careca, de óculos, que não aparentava estar em seus melhores dias e pedi pelo Cantiga de Ninar; ele achou no computador e logo me entregou, sem fazer nenhum movimento que demonstrasse opinião. Fiquei com os três livros na mão.
Pedi para minha mãe para subir comigo, ver os cds e dvds do andar de cima. Ela subiu, mas sentou em uma das poltronas e me deixou andando por lá. Todos os atendentes da área de filmes estavam ocupados e eu queria realmente achar o filme Lolita. Cheguei num balcão, onde tinha uma moça distraída de cabelos na altura do ombro que me auxiliou a encontrar um vendedor.
Pois bem, ela me mandou um rapaz charmoso, aos meus olhos. Os olhos dele brilharam enquanto pesquisava sobre o filme e me abriu um sorriso sincero quando mexi no cd do Interpol. Então reparei que ele estava com uma camiseta do Franz. Achou o DVD, me entregou e disse que era uma "boa pedida", então saiu.
Mostrei o filme para minha mãe, mas fui sem sucesso e, além do mais, já tinha garantido três bons livros. Fomos para fila do caixa. A primeira parte do pesadelo.
Os caixas estavam cada um com uma pessoa ocupando na fila, então minha mãe e eu nos direcionamos para a moça que tinha a cara de ser a mais ágil. O homem que estava na nossa frente virou-se e me olhou de uma forma tão assustadora; desde o fio mais espetado do meu cabelo até a ponta do meu tênis no chão. Deve ter repetido isso umas três vezes. Eu o olhei curiosa e ele me olhava com um olhar de pressa, de medo.
De um modo como se tivesse descoberto a pior coisa que ele já havia feito na vida. Escondeu o livro de mim, olhou para minha mãe e saiu.
Chegamos ao caixa e tive uma impressão tão estranha daquele homem. A jovem do caixa foi simpática e nos ofereceu o cartão da livraria. Minha mãe aceitou e quem fez nosso cartão foi o rapaz com a camiseta do Franz que ficou com um sorriso envergonhado enquanto eu o olhava escrever.
Pagamos, almoçamos e fomos embora.
No ônibus de volta entrou um homem de terno azul, cabelo lustroso e com fones de ouvido, aparentava em média 30 anos. O ônibus estava cheio e eu encostei próximo à parte do lixo da porta. Ele me olhou do mesmo modo do homem da livraria e tirou um lixo do bolso. Fez a menção de jogá-lo onde eu estava, mas não o fez. Ele me olhou como se sentisse raiva, como se fosse culpada por tudo que deveria estar dando de errado na vida dele.
Pensei por um momento em deixá-lo jogar o lixo, mas desisti ao imaginá-lo se movimentando tão próximo a mim. Quando tive oportunidade, me sentei e liberei o lixo.
Pois então, ele se inclinou ao lixo, e enquanto jogava fora o que precisava, direcionou os olhos pra mim e ficou vermelho de raiva, isso foi evidente.
Fingi que não vi e olhei para fora da janela.
Eles não podem me ler e eu não posso lê-los. De quê adianta me perseguir?

junho 09, 2009

Para descansar

Hoje acordei uma pilha de nervos, usei uma das minhas últimas desculpas furadas para faltar a escola, mas como sempre, não consegui. Eu gosto de ir a escola, mas queria faltar as vezes, deixar de acordar cedo uma vez.
Não sei por quê acordei estressada, tive uma noite longa e calma, sem pesadelos, sem acordar de tempos em tempo e acordando sem lembrar do que sonhei. Tudo me parecia suficientemente pronto para explodir e eu era o detonador.
Até que sentei na frente da televisão da sala.
Quando eu era pequena ou até uma idade muito próxima a essa, assistia televisão veneradamente, mas quando começou esse ano que a TV do quarto quebrou, não faço mais questão de assistir.
Menos que, toda manhã, minha mãe coloca no jornal, que fica anunciando a hora todo final de bloco, para não nos atrasarmos. Termino de me arrumar rápido e sento na frente da TV, não tenho o hábito de prestar um pingo de atenção nela, parece uma voz tão longe, sem importância. Quando vi minha deixa no canal do jornal, mudei para meu canal preferido para ver que música estava passando dessa vez. Como mágica, no mesmo instante comecei a descansar.
A sala estava iluminada pelo pouco sol do dia, o efeito de sempre não aconteceu, mas era aquela música, aquele vídeo dos pontinhos que eu gostava tanto. Naquele instante, olhei para meu universo negro, escutei a voz que vinha de longe e pedi para casa ficar em silêncio dentro de minha mente.
Ah, eu me tranqüilizei. Descansei uma pequena parte da minha chemistry que estava me afogando, acabando comigo. Sempre parece que as cargas vão se tornando nulas, nem positivas nem negativas, sempre nulas.
Cheguei em casa, fiz despesa com a minha avó e provavelmente ganharei $5 pela minha aposta. Eu não gosto nem um pouco de fazer despesa, mas eu consigo gastar menos no mercado, é melhor para mim depois.
Quando cheguei, só fiquei sentada pensando.
Até que vim para o meu quarto para ficar nula. Passei duas horas descansando minha química e estou quase levitando de tão nula.
Adoro ficar nula.
Adoro a música feita para descansar.
Adoro ouvir meu coração batendo de novo para mim.

tantantãn tandandan tãdã...

junho 08, 2009

Suspiros e mortadelas

Têm dias que amanheço tão confusa, tão cansada de esperar; e nem sei de esperar o quê.
Queria ter um alter-ego, para quando eu precisar e isso acabar. Para somente simplificar tudo o que estou complicando sem necessidades; e nem sei o que estou complicando.
Eu sinto meu coração batendo dentro do peito, mas ele está batendo de um modo tão sem sentido nesse exato momento. Parece que está batendo dentro de outra pessoa, me dá um mal estar.
Parece que meu coração bate para outra pessoa. E fico tão confusa. Eu odeio me sentir confusa, me sinto tão vazia. Eu fico cansada disso.
Cheguei sem vontade de nada.
Mas então, lembrei-me de que agora estou guardando um dinheiro esperto e pude ir até o mercadinho comprar mortadelas para comer com pães tipo bisnaga com maionese. Gastei $1,62 com a mortadela, e de onde estava vi na última prateleira algo que me deixa satisfeita. Suspiros.
Comprei um saco. Era para ser $1,30, mas o dono do mercado cobrou 1,50 e não fiz um pingo de questão de corrigí-lo.
Estava tão sedada.

Procuro ciência nenhuma onde não há sombras.

junho 04, 2009

Inocentes



Lembro de quando ainda era pequena. Do quanto ficava atormentada ao ver essa foto na locadora da rua das meninas, a antiga locadora. Tínhamos o hábito aqui em casa de sempre alugar filmes e quando era pequena, meu gosto era diferente do de hoje. Todas as vezes ia até a seção de suspense do pequeno lugar (lembro também que a parte de filmes de adultos ficava numa área suficiente maior e fechada) só para olhar para essa foto. E ficava com tanto medo dela. Talvez, algum dia, eu tenha até sonhado com isso. E agora, depois de tanto tempo, vejo que tal imagem ainda me atormenta. Vim a descobrir hoje, que aparentemente, na cabeça da mariposa asiática usada pelo Buffalo Bill, há uma mensagem subliminar. Eu tenho um problema de não saber o que acredito ou não. Têm dias em que acredito em mensagens subliminares, e têm dias que não. Por via total de dúvidas, achei melhor pintar de preto a suposta mensagem. Além do filme, terminei de ler O Chefão. Gostei, mas gostei mesmo do decorrer do livro. E na verdade, não fiz as questões de biologia. Sim, é um relapso meu, mas estava com complexo hoje. E sedada. Sedada, hoje também, fiz uma coisa errada. Paguei uma conta, sem o desconto que deveria. Agora querem me culpar, mas não vejo o por quê. Sou inocente.

Boa noite, cavalheiros.

junho 03, 2009

a vida de Brian
"Se você é lomano, qual é o nome do seu pai?
Nojentus Maximus"
"Então, vocês quelem que mande soltar quem?
Ronald!
Muito bem, soltalemos Lonald."

Sedated

Ultimamente tem estado muito frioe eu fico mais confortável nele. Ontem mesmo estávamos falando de estações de ano, e a minha preferida é o outono. Na verdade, os dias frios do outono, os que me confortam.
O ritual horrendo foi o de tomar banho frio. Oh, ritual horrendo. Mas, através de tudo, eu consegui encará-lo e tomei meu banho. Saí rindo. E até agora não sei o motivo.
Recuperei porque tomei um banho morno. O chuveiro foi consertado e, como nos dias de frio exagerado, a água não fica completamente quente. Está aí tal explicação para o "parte". Foi um banho morno, próximo do frio, em um dia frio, com um Johnson's amarelo que eu nunca havia usado para de fato lavar o cabelo.
Outra coisa que tenho que colocar aqui: estou sedada. Posso contar o por quê também. Andando com avó T ontem, vi uma (1) pomba e a primeira coisa que eu disse quando a olhei foi "Olha uma pomba olhando para outra". Repito, uma (1).
Gritaram meu nome hoje, olhei procurando. As pessoas em volta foram dispersas e procurei saber quem me chamou. Calmamente, alguém chega perto de mim. Pergunto se me chamou. A resposta foi uma aproximação que fiquei ligeiramente preocupada e responderam com um "sim, te chamei"; meu corpo e minha mente ficaram em alerta. Curiosa, exclamei isso com toda clareza em minha voz, perguntei o que queria. Sem tirar a mão do meu ombro, olhou nos meus olhos e disse "nada". E virou pó. Desapareceu.
O Grande Irmão existe. A sociedade capitalista que o diga.

yeah, you're so cute when you're sedated, dear.

Acordei, estou sedada.

junho 02, 2009

Raio

"ele se viu de repente em pé,
com o coração batendo-lhe no peito; sentiu uma pequena tonteira.
O sangue circulava aceleradamente através de seu corpo,
dos dedos das mãos e dos pés. Todos os perfumes da ilha
vieram precitadamente com o vento, das florescências de limão
e laranja, das uvas, das flores. Parecia que seu próprio corpo
tinha saltado para fora dele mesmo. E então ele ouviu os dois
pastores rirem.
– Você foi atingido pelo raio, hem? – perguntou Fabrizzio,
batendo-lhe no ombro."
Eles se casaram, foram felizes por pouco tempo. Até Fabrizzio (...)
De quê adianta raio? De quê adianta Apollonia?