setembro 27, 2009

Loucura

"mas louco é quem me diz,
não é feliz, não é feliz"

Tenho começado a reparar no quanto a loucura está presente na minha vida, e o quanto eu a admiro. A loucura por diversão, a loucura por aventura, a loucura por doença.
Dom Quixote, Dona Quixote.
A loucura é bela se bem analisada e eu me disponho a sempre participar dela.

setembro 15, 2009

A Manobra

E a bolha do interesse sempre pronta para estourar. Uma dispersão lenta e sonolenta, reação ensaiada, mas o barco não parará de se mover. Sem enrolar, sem tempestade.
Dois amantes caminham ao longo de um lago, tentando prazer clandestinamente, sem rodeios.
O pensamento que me dá confiança, me envolvendo com as duas mãos. E esse movimento dura para sempre; leve, semi-erótico. É como braille a noite.
Eu trarei tudo quando meu bote salva-vidas veleja pela noite, é como aprender um idioma novo, ajuda a prender a mente. Há uma raça amarga, de corações amargos, docinho. Eu tenho uma preferência, uma preferência, uma preferência e está na hora. A vida é um vinho.
Agora está começando a chover novamente.
Dá pra perceber que o olhar fixo não mente, enquanto continuo a esperar pelo tempo lá fora. Então, eu não vou para a cidadezinha.
A janela está aberta, a lua é tão brilhante; não há ninguém para dizer o que o amor traz.
Eu prometo que não causarei atos violentos, sejam físicos ou de outra maneira; dar significados aos meios, saltar no colo da ciência. Eu finjo como ninguém.
De alguma maneira, não estou impressionada.
Pode tampar os velhos tempos, enquanto finjo que nada mudará, enquanto ponho pesos no pequeno coração.
Os amigos não desperdiçam vinho, mas eu sou inteligente o bastante para tentar. Leoa.
Tão lindo frustrado, tão linda sedada.
Bem, tudo isto aqui continua bonito. Assim, tentou voar, direto para o coração.

Se o tempo é meu navio, aprender a amar será minha volta ao oceano. O vôo, a medalha, a volta, estes são só meios a serem vistos.

setembro 14, 2009

Em Tua presença

Estava planejando fazer este texto há algum tempo, mas nunca fazia. Outro dia algo mágico aconteceu.
Sempre conversei com Ele, contei minha vida e sabia que Ele também a observava. E no outro domingo, durante a celebração, o diácono Leonardo falou coisas inteligentes, compreensíveis e incríveis. O Leonardo via todos os lados da moeda e nos mostrava, como Ele queria que Leo fizesse.
Em um momento de adoração, todos nos ajoelhamos e a banda começou a cantar "Minhas mãos se elevam, minha voz Te louva, o meu ser se alegra quando estou em Tua presença, Senhor" e então Ele chegou.
Não sei explicar de onde, como ou quando; mas somente eu O via. Ele olhava cada rosto ali de olhos fechados - eu não fecho meus olhos ali - e sorria. Sorria de um jeito que dava paz, tranquilidade. Estava feliz e orgulhoso, estava ali.
Eu O olhava enquanto isso. Via Seus longos cabelos, Sua roupa branca engraçada, mas que combinava muito, Seu olhar. Eu O via, como nunca o pude ver.
Enquanto ajoelhados, Ele se sentou e continuava com aquela mesma expressão.
Ao final, o diácono se levantou e parou na frente. E Ele ficou atrás a olhar, com aquele sorriso.
A semana passou e não O vi mais, mas continuamos a conversar. Domingo, ontem, foi a vez da ministra Lourdes, e naquele mesmo momento, com a mesma música, Ele já estava lá. Com os braços abertos, atrás dela, olhando por nós. Olhando, sorrindo.
Eu também sorria. Ele não me olhava, olhava a todos, mas Ele sabia o que pensava, sabia que eu O via.
Não sei se no próximo domingo Ele estará lá, mas independente, sempre ficará comigo.
(...) em Tua presença, Senhor.