maio 28, 2009

Oh, futuro!

Acho que ninguém, um dia em sua vida toda, vai sentir a dor que estou sentindo agora! Ninguém.
Sim, sou a mais louca, a esquizofrênica que um dia ousou imaginar realmente se casar com o homem de sua vida, mesmo ele sendo um cantor famoso.
Oh, futuro!
Acho que ninguém vai conseguir arrumar essa dor que me puxa a garganta, que me sufoca. Que dor lastimável. Dói, dói tanto saber que sua pequena filha nasceu, que o meu sonho quase impossível se tornou o impossível-do-quase-impossível.
Minha mãe me disse "Calma, o que tiver de ser, será" com um ar de riso. Minha avó agora também me acha uma doida, tenta me dizer que chorar é para quem a gente gosta. Qual é o problema em entender, tentar entender, que eu realmente gosto dele? Que eu o amo? Qual é a dificuldade em entender que eu fiz planos para toda uma vida com ele?
Oh, futuro, por que enlouqueceste-me?
Eu deveria saber, deveria. Estava na minha cara que ele ia constituir uma família, que jamais esperaria por mim! Pois, oras, ele sequer me conhece.
Eu não odeio a mulher dele por ser fértil, nem a filha dele. Não sinto raiva.
Sinto raiva de mim... Tanta, mas tanta raiva!
Oh, oh, que dor!
Eu acho que senti a pequena chegando. Acordei com uma música deles na cabeça, coisa que raramente acontece. Ontem, senti mais forte que os outros dias eles próximos de mim. Falei com a Paty hoje sobre meu casamento com ele. E Elena, ah, Elena tem ficado tanto comigo.
Oh, Elena, ajude-me na dor!
Carol, perdão por te fazer me achar uma louca.
Mãe e avó, perdão também.
Essa vida é bandida. E ninguém, nunca, há de entender o quanto.

Parabéns, Gerard e Lyn-z, quero que essa família seja muito feliz.

Oh, querido futuro, SO LONG AND GOODNIGHT.