Cada férias que passo acontece algo. Stephanie, lembra-se das férias passadas em que você acordava várias vezes seguidas durante a noite? Ou daquelas férias que você só queria dormir?
Na verdade, eu devo ter problemas entre essas duas palavras: férias e dormir, ou sono – que seja.
Eu não gosto da palavra "férias", nunca gostei. Tentei procurar um significado mais legal, mas o substantivo que fica mais próximo do que quero é "descanso, repouso". Mas então, meu problema nesse período de descanso é o ato de sonhar, em si.
Tudo começou ontem, efetivamente. Sonhei que fomos todos sequestrados por um professor de literatura, que ia nos matar. Eram tantas pessoas que morriam, muitos gritos. Nós eramos em quatro, até que um de nós foi morto e fui eu a escolhida para matar o professor. Uma faca simples, com um segurando seu pescoço e eu apontando a faca. Então o professor se transformou no meu tio. E acordei.
E hoje, sonhei que tinha de matar um homem. Oh, estou me tornando uma assassina de sonhos de fato. No sonho ele estava com um outra pessoa e meu plano era incriminá-la. O matei da forma mais sutil, mas na hora de fugir tudo deu errado. Eu não era uma boa assassina. Fui vista por duas pessoas, desci as escadas quando não sabia em que raios de andar do prédio eu estava quando poderia muito bem ter subido, assim não seria vista. Me escondi no lugar mais visível. Acabei comigo mesma ao ser vista. Então acordei. Acordei com o braço esquerdo paralisado.
Sobre o sonho acho que tinha um significado. Quando eu lê-lo de novo me lembrarei qual era.
Tenho medo de imaginar o que sonharei hoje.
(I am looking all right tonight I think they should go)