Dormir na casa do meu zé não é uma experiência tão horrenda quanto eu imaginei que fosse.
Às vezes a gente erra.
Fomos no parque pr'eu ensinar a minha pirralha a andar de patins. Me deu uma nostalgia, uma saudade de andar de patins, de sentir o vento no meu cabelo, do gelo, de ser criança. Quero um patins de novo, quero rejuvenescer e sei que nele eu consigo!
Pela primeira vez fui lá, na nova casa. Ela é bem legal, mas quando entrei pela porta dos fundos, achei que fosse uma shit né. E com o passar do tempo, me senti bem lá, me simpatizei.
Fomos eu, a minha pirralha e meu zé pro quarto dele e ele cochilou. A primeira vez que o vi dormir, roncar, ter uma vida normal. Assistimos televisão juntos, mesmo com ele dormindo.
Pela primeira vez eu o vi dando carinho a alguém. À Brunna, à Sabrinne e não duvido muito que quando foi a Fernanda, ela também tinha sido muito beijada, abraçada e curtida. Só eu que não.
Então eu vejo que não sou muito "relacionável", "carinhosa" ou "agraciada de neurônios que auxiliam na demonstração de sentimentos" sozinha, porque ele não é assim. E nunca foi comigo porque eu também sou independente demais para aqueles olhos verdes, não preciso de carinho, minha racionalidade ocupa a falta. Deve ser isso que ele pensa.
Assim, ele acordou. Disse para eu dormir lá, já estava tarde e ele não me levaria até em casa, estava muito cansado; disso eu sabia. Portanto, passei a noite lá.
Foi divertido. Fiquei me sentindo como a Bella.
Eu passei muito tempo assistindo programas da TV paga e olhando pra noite por aqueles grandes vidros da porta que dava para a pequena varanda. O céu estava lindo.
Ele me deu uma calça bem puída dele, confortável demais, a melhor que já dormi; e uma camiseta doidona. Dormi no sofá, bem macio.
De noite vi a Paty mexendo no celular na cadeira na frente da minha 'cama' e quando olhei melhor, eram casacos.
Acordei tão cedo.
Assisti tatuagens e o super programa do David Letterman; queria que o Paul tivesse ido cantar leoa pra mim.
Saímos ontem. Foi legal. Meus dois filhos e eu.
senti saudades da minha mãe. E ela disse que sou agraciada do neurônio dos sentimentos, mas que eu os defendo como ninguém.
E eu os defendo porque sou uma Lioness.