- Eu assumo o controle a partir daqui - disse Olívia, tirando o casaco.
- Você me deixa louco, menina.
- Fique quieto, Valentin - e o empurrou para a cama -, eu estou no controle, só eu falo.
Amaram-se loucamente, intensamente. Era sempre bom.
Por fim, Olívia se deitou com a cabeça nos pés da cama e apoiou sua perna no tronco forte de Valentin, que acariciava as coxas dela.
- Você não parece ter a idade que tem - disse por entre risos.
- E você adora falar sobre nossas idades - levantou-se, virou de posição e deitou a cabeça nas pernas dele.
- Mas você não acha que nove anos de diferença não é... - começou a brincar com os longos cachos ruivos dela - muito? Bem, não que seja os nove anos, mas você tem dezesseis e eu tenho vinte e cinco... Sabe, é um pouco...
- Cale a boca, isso não importa.
Olívia se levantou, deu um beijo nos ombros de Valentin e foi para o banheiro. Enquanto ela se trocava, Valentin parou na porta do banheiro e ficou observando-a, admirando seu corpo.
- Preciso ir... - completamente vestida.
- Mesmo? - fazendo uma expressão de piedade.
- Amanhã tem mais, mon amour.
Puxou-o pelo cabelo e o beijou. Loucamente, intensamente.
- Se você continuar assim eu me apaixono - disse com um ar de sugestão.
- Não - colocou o dedo na boca dele -, amor não. Está bom do jeito que estamos.
- Se você prefere... - disse sabendo que era uma batalha perdida.
- Venha, me dê outro beijo que já preciso ir.
Beijaram-se, loucamente, intensamente.
Olívia ajeitou sua calça jeans e amarrou o cadarço do tênis. Passou pela porta e soprou um beijinho.
- Au revoir, mon cher.
Valentin se jogou na cama e esperou que a cabeça parasse de girar.
- Au revoir! - soprou baixinho por entre os lábios.